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Estes dias enviei uma mensagem para a minha madrinha. Uma mulher incrível que sempre esteve muito presente na minha infância, adolescência e períodos de adulta. Ela sempre me apoiou, acreditou em mim, se fez presente de diferentes formas. Nos últimos anos nos afastamos. Não nos falamos, não nos encontramos, não trocamos sequer mensagens. Uma manhã destas senti que precisava me reconectar com ela. De certa forma parte de mim, da minha criança interior. Uma pessoa que me conhece desde o dia que coloquei os pés no mundo. E ela me disse – não exatamente nestas palavras, mas algo similar a isso: Kalina, me emocionei com a sua mensagem. Sabe, senti que nos últimos anos você de certa forma se perdeu. Não conseguia te acessar. Você perdeu a sua chama. O seu sorriso. Sua arte sempre linda, mas você, aquela criança alegre, espontânea.. Não conseguia mais enxergá-la. Estou te acompanhando e vi que recuperou este sorriso – aquele sorriso – que sempre encantou tanta gente.

Sim, às vezes precisamos nos perder um pouco para nos encontrarmos novamente. E estou feliz de estar de volta – por inteiro.

Foi o que falei para ela.

Sempre fui uma pessoa presente. Sempre sonhei e batalhei por aquilo que acreditava. Assim consegui construir um negócio em volta da minha maior paixão – a minha arte. Mas, nos últimos anos, me intoxiquei um pouco – do meu entorno, das minhas escolhas. Me desconectei da minha essência, da minha chama, da minha mulher – da Kalina. A kaju estava ótima, mas por alguns momentos esqueci que somos uma só. Que temos o poder de sermos uma só. E que a arte – é a minha vida – e não um produto, algo comerciável o tempo todo. É a minha expressão. E isso é a minha verdadeira arte. Minha essência. Minha voz interior. Minha chama. Eu. E apenas eu. Me perdi. Mas me encontrei. Como sentia que iria e deveria.

Escolhi Santos como a minha residência para o que sentia que seria um renascimento. A cidade onde nasci, onde passei férias, onde visitei os meus avós. Nunca morei efetivamente, com exceção dos meus primeiros anos de vida. E resolvi voltar, me reconectar, descobrir, me encontrar na minha cidade berço. Encerrei muitos ciclos até o final do ano passado, escutei minha intuição por inteiro, que me dizia, faça esta faxina. Ela é necessária. Você precisa reconectar as suas partes. Para então dar um novo passo. Tomar uma nova direção – em diferentes âmbitos. O florescer – novamente.

Foi um momento de muita introspecção. Um verdadeiro olhar para dentro. Me encontrar, me desconectar, me isolar. Aprendi a chorar e a rir sem parar. Sozinha, sentada na minha sala. Aprendi a me expressar. A refletir e separar – o que ainda me movimenta, o que não.

Me joguei. Mudei. Desconstruir para construir. Compreendi, aceitei, perdoei. E amei. Aprendi sobre o amor – em suas variadas manifestações – em suas diferentes camadas.

Hoje, encerro este ciclo – exatamente nove meses depois de ter mudado para Santos – e agora de volta à São Paulo. Sim – uma gestação. Encerrando para recomeçar. Para reconectar. A chama está ardendo, e ela está me levando para outros lugares. Estou conectada à minha essência, ao meu movimento, ao que me movimenta. A intuição está 100% ativa, e estou deixando tudo fluir, de forma leve, espontânea. O universo é sábio – e eu estou escutando e me permitindo, sem medo. Apenas no confiar e amar. A mim mesma e ao que faço. Quem eu sou e quem eu posso ser. Coragem dizem alguns. E eu digo, escutar o coração. Estar conectada a ele. Esta é a verdadeira coragem. Literalmente. Decidi mudar. Algumas crenças, comportamentos, permissões, expressões. A vida se torna fluida, leve – como minhas linhas foram durante muito tempo. A arte se transforma também. Não sou mais a mesma que fui há 5 anos atrás, quando decidi viver da minha arte. Hoje decidi viver A minha arte 100%. E estou construindo um novo momento – novas manifestações e expressões, que são um reflexo deste reencontro – com o que me movimenta e com quem sou. Apenas eu.

Fiz um ritual, de transformação, de despedida, de mudança de rota. E gravei, e experimentei contar tudo isso num vídeo.

Um primeiro passo, uma idéia.

Expressão.

De quem sou, do que busco, do que quero experimentar.

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