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Há uma tendência clara a temas relacionados à sustentabilidade, incluindo questões ambientais, sociais e econômicas (o modelo conhecido como « triple bottom line » é uma estrutura que busca a interação entre os três elementos em um ambiente de negócios). Cada vez mais ouvimos sobre como as empresas estão (pelo menos tentando) fortalecer suas atividades de responsabilidade social corporativa e como estão se esforçando para se tornar melhores instituições, tanto do ponto de vista social quanto ambiental. Algumas empresas realmente se sentem comprometidas em relação ao assunto e veem a necessidade de juntar o crescimento da empresa e o lucro com um bem maior para a sociedade e / ou o meio ambiente. No entanto, para outros, a sustentabilidade também se tornou uma mera ferramenta de marketing. As empresas perceberam o valor de “ser sustentável” no mundo moderno e o usam como uma maneira de promover seus produtos, mesmo que suas atividades não correspondam totalmente às suas promessas. Mas e daí, quem está verificando a veracidade dessas mensagens?

Exatamente … Quem é que está verificando essas informações? Quanto nós, como consumidores, nos sentimos responsáveis ou temos as informações necessárias para tomar decisões mais sensatas? Até que ponto nos interessamos pelo assunto a ponto de nos informarmos ativamente sobre os diferentes rótulos e atividades existentes em torno da sustentabilidade? Quanto que impulsionamos a responsabilidade para as empresas sem questionar nossos próprios atos?

É sempre mais fácil culpar as “grandes empresas”, aqueles “com poder”, os que tomam as “importantes decisões”. Mas você já parou para pensar sobre os produtos que você está consumindo e com que frequência você os compra? Não é controverso julgar as condições de trabalho precárias da Nike no processo de produção, mas depois visitar suas lojas a cada três meses para comprar novas camisetas, leggings e sapatos? O mesmo pensamento se aplica em todas as outras áreas de consumo: alimentos, embalagens, moda, viagens, etc, etc. Não estou sugerindo que nos tornemos santos e vivamos na floresta com apenas alimento cultivados e roupas costuradas por nós mesmos (o que seria ideal sim, mas não completamente fora da realidade para a maioria de nós). No entanto, o que estou sugerindo é uma mudança, ou melhor, um equilíbrio de responsabilidades, onde os participantes estão plenamente conscientes de suas posições e de seus potenciais de contribuição no sistema. Com participantes quero dizer, todos os indivíduos, empresas, políticos, cientistas e instituições.

Ao falar sobre sustentabilidade, o primeiro pensamento que vem a muitas mentes é aquele de “restrição”. O pensamento de ter que se limitar ou mudar os padrões de comportamento conhecidos, cria muita resistência e medo (uma reação humana natural frente a qualquer tipo de mudança). Curiosamente, os indivíduos começam imediatamente a dar explicações sobre as várias razões pelas quais eles especificamente não podem mudar ou se adaptar a novos hábitos. Indivíduos sentem uma certa culpa ou necessidade de explicar suas ações como resposta a uma pressão social imposta por nós mesmos. No entanto, aqui está a parte positive atrás de tudo isso; você não precisa mudar se não quiser. Porém, se algo lhe incomoda e você gostaria de se reestruturar ou contribuir de alguma forma, você pode começar a qualquer momento. Não se trata de limitações ou restrições; se trata de mais ações e decisões conscientes. Trata-se de agir de acordo com suas crenças e informar-se onde o conhecimento está faltando. Trata-se de conversar com as pessoas, trocar conhecimentos, compreender diferentes perspectivas, crenças e hábitos. Abrace o que é certo para você; faça a contribuição que puder, quando puder. Compreenda seus limites e não exagere a ponto de torná-lo(a) infeliz e ansioso(a).

Onde você está disposto a fazer compromissos e onde não? Pergunte a si mesmo o que faz você se sentir sem culpa, onde você poderia se adaptar e o que é para você uma necessidade que você não poderia viver sem. Nada em sua rotina está escrito em pedra, e qualquer coisa pode ser ajustada. É tudo uma questão de querer e agir de acordo. Uma vez que você esteja pessoalmente satisfeito com suas escolhas e com seu estilo de vida, você não sentirá mais a necessidade de estar na defensiva em relação aos comentários de outros. Você pode (e deve) no entanto compartilhar sua perspectiva sobre o assunto, sem levar para o pessoal ou ficar ofendido se os outros questionarem suas ações ou defenderem um ideal diferente. Estar aberto a diferentes pontos de vista e pensamentos só pode beneficiar o seu desenvolvimento pessoal.

Voltando ao assunto da responsabilidade …

Somos todos responsáveis ​​por nossas próprias ações. Em um ponto de vista holístico, e de acordo com a perspectiva do Dalai Lama, nós, como comunidade humana, somos todos responsáveis ​​por tudo o que está acontecendo em nosso ambiente, das mudanças climáticas às guerras e pobreza. Como você pode contribuir positivamente? Alguns argumentam comigo constantemente que as pequenas ações individuais não farão diferença e que, para alcançar um impacto real, as leis devem ser implementadas, as empresas devem ser leais à sua responsabilidade social corporativa e as intervenções devem ser postas em prática quando necessário. Concordo com a segunda parte da declaração, mas discordo da primeira. Se ninguém mudar, nada mudará. Quanto mais nós, como indivíduos, agirmos, falarmos, compartilharmos, trocarmos conhecimento, mais todos nós nos beneficiaremos do sistema (do ponto de vista social, ambiental e econômico). Eu acredito que mesmo as menores ações podem contribuir para um bem melhor e maior. Seja reduzindo o consumo de carne, comprando mais produtos locais e orgânicos, comprando conscientemente peças-chave para o seu armário em vez de se desfazer dos produtos após um dia de uso, consertando produtos com defeito, comprando móveis usados, participando de trocas de roupa, etc.

Quais são os seus pensamentos em relação a esse assunto? Como você contribui ou gostaria de começar a contribuir? Você se vê mais como uma parte ativa do sistema ou como um ator indefeso/ passivo?

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