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Alimentação se converteu em um tópico tão extenso e discutido nos dias atuais, que chega até ser desgastante debater em muitas rodas. Minha intenção, com esse texto, é a de simplificar esse assunto tão complicado a partir da minha experiência e do que venho estudando e experimentando nesses últimos anos.

Eu nasci de parto normal e fui amamentada até 1 ano de idade, o que tipicamente significa que eu estaria “blindada” contra algumas fragilidades na minha saúde, porque o parto normal é bastante benéfico por permitir a exposição às bactérias no canal vaginal da mãe, e o leite materno é o melhor e mais completo alimento para a formação de um bebê saudável com um sistema imunológico forte e equilibrado.

No entanto, apesar de tudo eu fui uma criança que sempre teve muitas alergias (clima, pó, tapetes, ácaros, mofo e fungos), febres, e dores de ouvido; e isso fez com que remédios, vacinas e rodadas de antibióticos fossem algo comum durante os 3 primeiros anos da minha vida. Sem saber, isso acabou fragilizando muito a minha flora intestinal (que hoje entendemos ser o nosso segundo cérebro), e hoje eu vejo que a criança sem muito foco, ansiosa e insegura que eu fui, provavelmente foi originada nessa fase da minha vida.

Tudo que passei em relação a questões de saúde foi essencial para que eu trilhasse esse caminho de buscar melhorar minha saúde, encontrar meu propósito e, assim, querer dividir esse conhecimento com outras pessoas. Minha maior motivação é a de dividir que a cura para todos esses problemas está enraizada na alimentação e no estilo de vida que adotamos para nossa vida!

Minha jornada com alimentação começou quando eu parei de comer carne aos 18 anos. Nesse momento foi quanto eu senti uma grande mudança no meu organismo; a minha digestão melhorou, os inchaços que sentia, e o mal-estar pós refeições ficaram muito melhores; no entanto, buscando compensar a ausência da carne na minha dieta, eu acabei aumentando meu consumo de farinados, açúcares refinados, e produtos derivados do leite.

Com o passar do tempo todos os ganhos que eu experienciei por deixar de comer carne acabaram sendo revertidos pela alimentação que eu estava tendo. Quando cumpri 25 anos, inclusive, eu passei a ter crises de colite bastante intensas, passando quase 2 anos até descobrir que era intolerante a lactose. Foi a partir desse momento que tomei a decisão de realmente cuidar da minha saúde e mudar meu estilo de vida, ainda que não soubesse exatamente como fazer isso…

Meu primeiro passo foi o de eliminar leite e todos os seus derivados da minha dieta; em seguida, eliminei o glúten, as bebidas gaseificadas, o açúcar refinado, e também implementei uma redução significativa de bebidas alcoólicas e de produtos processados. Nessa época eu comecei a me consultar com uma nutricionista que, não só me ajudou muito, mas também se tornou uma grande amiga (Gabriella Pereira da @nutrihome); e foi com ela que a minha saúde efetivamente deu um salto. Junto com a transformação nutricional eu também comecei a me exercitar diariamente, e a combinação dessas duas coisas acabou gerando um salto muito importante no meu bem-estar e na minha saúde.

Nos anos que seguiram eu entrei em uma jornada que me ensinou muito sobre a importância dos hábitos, dos rituais, e da alimentação. Também aprendi sobre como esses diferentes fatores estão todos conectados e são parte de um grande sistema que precisamos buscar manter em equilíbrio. Experimentei diversos tipos de alimentação diferentes, até que descobri que o meu corpo responde melhor a uma alimentação totalmente à base de plantas, sem qualquer tipo de comida processada (aqui estou falando de uma dieta baseada em vegetais, legumes, frutas e oleaginosas, ou seja, comidas de verdade!).

Adotar essa alimentação foi a melhor decisão tanto para a minha saúde física, quanto para a minha saúde mental, porque a alimentação que adotamos é decisiva na regulação do funcionamento hormonal do corpo, no equilíbrio do estresse, e na forma como nosso corpo produz e consome energia. Essas variáveis, por sua vez, acabam ditando muito da nossa saúde, e são responsáveis por se estamos saudáveis ou doentes; se nos sentimos fortes ou fracos; e também pelo nosso estado mental.

O veganismo foi a minha resposta. Acho que você tem que adotar a alimentação que faz mais sentido pra você, para a sua realidade, e para o que o seu organismo necessita para prosperar. Essa decisão está nas mãos de cada um de nós, e é tomada diariamente em nossas escolhas e hábitos.

Eu sinto que, com a quantidade de informação a que temos acesso (boa e ruim) nós acabamos ficando perdidos. O mais importante, no entanto, é saber que coisas diferentes funcionam para cada um, e é por isso que é tão importante se conhecer e saber escutar o que o seu corpo está pedindo. Não existe fórmula mágica, as respostas não estão prontas e escritas nas páginas de livros, em sites na internet ou nas palavras de outras pessoas e gurus. As respostas que buscamos estão dentro de cada um de nós e por isso é essencial que tiremos um tempo para experimentar e nos conhecer.

O que com certeza funciona para todos é o que eu recomendo pra você: Crie uma rotina, programe sua semana, pense e prepare suas refeições. Fique longe de alimentos que não sejam de verdade e que sejam processados. Movimente-se diariamente, hidrate-se bem, durma cedo e fique em silêncio por um minuto, ao menos, todos os dias. Tome o tempo para se conhecer melhor e para aprender qual é a alimentação e o estilo de vida que funcionam pra você!

 

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