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Quando você pega o seu filho no colo pela primeira vez, um dos primeiros pensamentos que vem a cabeça é: Este é o MEU filho!

Enfatizar o meu é um clássico do início dessa relação, afinal passou 9 meses dentro do seu ventre e agora quer mamar no seu peito. É MEU e ponto final.

Mas ao nos jogarmos nessa possessividade maternal não nos damos conta do peso que trazemos para os nossos ombros. Compartilhar a maternidade alivia e muito essa jornada.

Estou aqui falando deste assunto como se tivesse seguido o meu próprio conselho, mas a verdade é que sei a teoria mas tenho dificuldades para largar o osso. Não sei se porque não tenho família por perto para ajudar, ou se sou mesmo assim, culpa da astrologia, casa 5 em leão resulta nesta mãe leoa que sou, mas estou aprendendo a passos de tartaruga de marcha ré, como brinco com meu marido.

Já pensei muitas vezes em colocá-lo em uma escolinha e voltar a trabalhar fora, já cheguei a tentar, afinal ele já está com 1 ano e 8 meses. Ele foi por duas semanas e depois de dias de muito choro, decide que podia dar passos para trás, aceitar que não estávamos prontos.

O pensamento de retomar a escolinha ainda aparece, principalmente nos dias em que ele acorda com um certo mal humor. Não sei se dente ou pesadelo, ou algum outro motivo que ele não consegue me explicar, mas fato é que nesses dias a vontade bate forte, acho que ele deveria ir no dia seguinte, realmente acredito que estamos prontos. Porém, este sentimento vai embora tão rápido quanto chega, logo ele se aninha no meu colo, me enche dos seus beijos molhados e o coração aperta. Isso é amor do mais puro possível, com certeza uma das cenas que vou lembrar quando tiver 92 anos, sentada na minha cadeira de balanço com meu cházinho nas mãos, e fechar os olhos para recordar as alegrias que vivi.

Vou rir lembrando das macaquices do MEU um dia tão pequeno filhote, como ele empurrava a cadeira para me ajudar a “lavar” a louça, como entrava na venda do Sr. Daniel e reorganizava toda a prateleira de temperos, roubava todos os pãezinhos da degustação e levava a bandejinha junto. Ninguém nega nada para o MEU menino dos olhos azuis da cor do mar.

Enfim, voltando para a tal da escolinha, depois da nossa primeira experiência visitei mais algumas, achei uma que me senti em casa, quesito primordial para que eu acredite que ele também vai gostar daquele espaço onde vai passar muitas horas do seu dia, mas sempre encontro motivos que me seguram na hora de fazer a matrícula.

Concluo que ele ainda é MEU bebê e a hora certa está logo ali, mas ainda não chegou.

E tudo bem, estamos bem.

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